Prof°
Alessandra
3° A
Atividades
de Língua Portuguesa
COMPREENSÃO
DE TEXTO – LEIA E RESPONDA
Repórter
ou modelo?
Inicia-se
o telejornal. Do lado de trás de bancada, dois âncoras, normalmente um homem e
uma mulher. Eles se vestem bem, o cabelo está impecável. A maquiagem, em ambos,
esconde eventuais rugas ou imperfeições. Cenário montado: tamanha produção dá
uma suposta credibilidade. Dizem que pessoas vistosas se destacam num ambiente.
A televisão do século 21 confirma isso.
O
perfil engomado dos apresentadores de TV não é uma novidade. O que representa
uma novidade é a escolha a dedo de repórteres que participam do programa.
Dificilmente uma pessoa fora dos padrões ganha uma oportunidade, exceção feita,
talvez, a profissionais mais antigos, cujas idades e experiência justificam sua
presença. Antes da era digital, da era high definition, os jornalistas não eram
tão bonitos e bonitas quanto são hoje.
Eles
desfilam elegantes ternos. Ombreiras erigem um corpo esbelto, bem cuidado, de
alguém que resguarda sérias preocupações com físico. Não há jornalistas
cheinhos na televisão. No rádio e no jornal… bem, aí a realidade muda, pois
aparecer não é foco. Nesses casos, basta a voz ou as palavras. Na TV, os
repórteres abandonaram a casualidade típica dos jornalistas e assumiram uma
vestimenta corporativa. O jeito que você se veste diz muito sobre você.
Elas,
por sua vez, são beldades. Vestem roupas elegantes e usam saltos altos, de modo
a endireitar a postura do corpo. A maquiagem reforça traços que já são belos.
Há muito espaço, nesse contexto, para machismos velados. Programas esportivos
adoram vulgarizar as mulheres. Colocam a beleza feminina como principal
informação do esquete, independentemente dos conteúdos que elas possam
compartilhar. O mais importante é a informação.
Talvez
seja pela exigência da beleza na televisão que muitos jornalistas, de ambos os
sexos, sejam aproveitados em programas de entretenimento. Logo na sequência
estão estampando propaganda de grandes marcas de roupas, beleza ou maquiagem.
Os investidores sabem que o belo dá audiência, mesmo que a audiência não se
edifique somente com o belo. Há muita beleza por aí. Informação de
credibilidade, nem tanto.
1)
De acordo com o texto, podemos dizer que:
a) o
autor está na dúvida se prefere falar de repórteres ou de modelos.
b) o
autor questiona modelos que apresentam telejornais.
c)
os apresentadores preocupam-se demais com sua imagem.
d)
vivemos a era da imagem para legitimar confiança.
e) a
televisão deprecia pessoas vistosas.
2) O
autor traz ,como novidade ao mundo da televisão, a escolha de:
a)
pessoas bem-vestidas.
b)
pessoas bem-humoradas.
c)
pessoas com credibilidade.
d)
pessoas de agência de modelos.
e)
pessoas escolhidas minuciosamente.
3)
Em relação ao segundo parágrafo especificamente, percebemos que pessoas fora do
padrão de beleza:
I –
nunca têm oportunidade como apresentadoras de televisão.
II –
só têm oportunidade em programas de humor.
III
– só têm oportunidade em televisão quando são experientes.
Quais
estão de acordo com o texto?
a)
I, II e III.
b) I
e II.
c)
II.
d)
III.
e)
II e III.
4)
No quarto parágrafo, o autor:
a)
aborda como se vestem os homens.
b)
detalha as cores de maquiagem mais utilizadas pelas apresentadoras.
c)
critica alguns aspectos negativos sobre as mulheres em programas esportivos.
d)
valoriza o lado feminino das repórteres em programas de culinária.
e)
defende um novo jeito de se fazer televisão no Brasil.
5) O
autor, ao concluir o texto, questiona a confiabilidade da informação.
( )
CONCORDO ( ) DISCORDO
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